Para onde você está indo?

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O titulo deste texto nos coloca diante de uma pergunta intrigante. Uma pergunta que quase nunca nos fazemos. Afinal, tendemos a apenas seguir o fluxo: Acordamos, tomamos nosso banho e café, saímos correndo para o trabalho/escola/faculdade, depois retornamos pra casa, descansamos, jantamos e dormimos.

E ao final dessa rotina, o que você fez com o seu dia? Usou-o a seu favor? Ou apenas cumpriu uma série de protocolos e seguiu o fluxo que a sociedade disse que deveria seguir?

Pensar nisso é de grande relevância para refletirmos sobre o que fazemos com o nosso tempo. Dificilmente aproveitamos nosso tempo de maneira produtiva, pois estamos tão atarefados em cumprir deveres que mal temos tempo de fazer algo para nós mesmos ou por nós mesmos. Claro, não podemos incluir todos neste meio. Porém, muitos de nós caímos nesta armadilha. A armadilha de sermos administrado pelo tempo ao invés de sermos o seu administrador.

Hoje por exemplo? O que fizeste por você?

A rotina do dia a dia, a qual você executa de forma quase automática não conta. Quero saber o que você fez única e exclusivamente por você. Qual cuidado tomou com seu corpo ou com o seu bem estar emocional? Qual atividade fez unicamente para se sentir bem e mais satisfeito consigo mesmo (a)?

Talvez agora você esteja se dando conta que há tempos não cuida de si. Há tempos não se faz um agrado, não sai para nenhum lugar que deseje muito, não compra nada para você. Ou seja, você tem servido ao tempo, à sociedade, à família, a seja-lá-quem-for, mas não está servindo a você mesmo (a).

Cuide melhor de si.

Você merecer ser bem cuidado, tirar um tempo para você, curtir o que mais gosta e relaxar.

Se valorize. E conviva com pessoas e em locais que lhe valorizem também.

Cuide mais de você.

Não só do seu bem estar físico, mas do seu emocional. Trabalhe, mas não doe toda sua vida a ele. O trabalho deve lhe servir, dar satisfação, realizações e não ser uma fonte de adoecimento e sofrimento.

Ajude a quem precisa, mas não esqueça de se ajudar, de respeitar seus limites e dizer não quando você não pode ou não quer fazer algo. Sim, você não leu errado. Dizer não é seu direito! E não há nada de errado nisso.

Arrisque mais.

Permita-se viver novas experiências. Faça algo novo ou inovador. Ou apenas arrisque parar um tempo para dar atenção a si e às suas reais necessidades. (para muitos, este já será um desafio e tanto)

E responsabilize-se.

Responsabilize-se pela sua felicidade, pelo seu bem estar. A chave da sua felicidade precisa estar em suas mãos e de mais ninguém. A única pessoa que pode ser responsabilizada pelo o que você vive é você. Mesmo que esteja numa situação ruim, sempre terás a opção de sair dela. A questão é se você está disposto (a) a enfrentar o desconforto que isso gerará. Mas qual mudança não gera desconforto?

E lembre-se:

O seu dia é fruto do que você faz e de como você faz. Meta a mão na massa e construa o dia em que você quer viver!

E é claro, não se esqueça de si.

Até logo.

Bruno Rodrigues
Psicólogo Clínico e Terapeuta de Casais
CRP 05/47828