Permita-se mudar

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Pense naquela manhãzinha aconchegante… Aquela com um tempinho bem ameno. Um friozinho gostoso…  Você nas cobertas. A cama te envolvendo perfeitamente, te deixando confortável.

Pensou?

Agora pense que você terá que sair desta cama, tomar um banho gelado, arrumar suas coisas e sair na rua, nesse mesmo friozinho para trabalhar.

Dá preguiça de levantar, não dá?

Pois é. Sair da posição de conforto dá preguiça. Dá trabalho. Quando estamos muito tempo em determinada situação, nos acostumamos com ela e qualquer tentativa de mudar nos parece ser trabalho de mais.

Mas nem tudo é tão lógico assim.

Permanecer em algo que nos trás conforto, que é bom, parece natural. Mas, e quando nos acostumamos com situações que apesar dos seus benefícios aparentes, nos representa um grave dano?

Tipo o que?

Um relacionamento repleto de brigas, agressões e ciúme. Um vício. Um ambiente de trabalho insatisfatório, uma desavença de anos…

Fatalmente caímos na armadilha de nos acostumarmos com situações as quais somos submetidos. Mesmo a contragosto, ao ficarmos muito tempo em uma condição, nos adaptamos a ela e, por mais tensa que esta possa parecer, às vezes, não temos forças para sair.

E como mudar? Como sair dessa situação em que estou?

1) Saiba exatamente onde está!

Esse é um principio chave na psicoterapia de abordagem gestáltica, chamada a teoria paradoxal da mudança. Em linhas gerais, essa teoria diz que eu só conseguirei mudar minha forma de agir, de pensar, de me comportar, quando eu me conhecer plenamente e conhecer a posição em que estou.

2) Queira sair dessa situação

Parece óbvio, mas certas situações ruins podem nos fornecer algo aparentemente “bom”. Pode ser um prazer imediato, um suporte financeiro, uma companhia (ainda que desagradável), presentes, a ilusão de que não ficará sozinho, o alívio momentâneo de uma dor… Contudo, você precisa de uma mudança. Algo definitivo. Definitivo, mas não mágico. Não será de um dia para o outro. Mudar requer esforço, requer desejo, requer responsabilização pelas escolhas. E ai, está disposto?

3 ) Não desista

Outro ponto que não é tão óbvio quanto parece. Mudar exige decisão, como eu disse acima. E decidir não é fácil. Cada escolha promove um ganho e uma perda. Precisamos estar dispostos a sofrer esta perda! Somente assim podemos avançar para o novo. Caso contrário, caso não esteja disposto a perder (para ganhar), tudo ficará na mesma.

4) Permita-se

Ué? Como assim? Permita-se! Permita-se errar, falhar, cair, levantar, chorar, rir, fazer bobagem de vez em quando! A rigidez torna o homem paralisado. Sem perspectivas. Arrisque o novo. Descubra o novo. Mude. Saia das velhas concepções. Dos velhos problemas. Viva. Descubra. E decida se será bom ou ruim.

5) Busque ajuda

Precisamos de ajuda em nossas mudanças. Raras são as pessoas autossuficientes que não precisam de ajuda para mudar certos rumos na vida. Se você não é uma dessas pessoas raras, não se preocupe. Você não está sozinho.

Permita ser ajudado! Receber apoio e suporte pode ser fundamental. Mas um aviso: Não queira que as outras pessoas façam o que só você pode fazer!

Sua vida. Sua decisão. Sua escolha. Suas consequências.

E caso precise de ajuda para executar  um desses pontos, não hesite em procurar ajuda.

Viva a mudança!

Até a próxima.

Bruno Rodrigues
Psicólogo, Terapeuta de Casais e Orientador de Carreira
CRP 05/47828